Tight buffer x Loose tube

Você sabe a diferença entre cabos ópticos do tipo tight buffer e do tipo loose tube?

A principal diferença está no fato de que, nos cabos tight buffer, as fibras possuem um revestimento secundário (o buffer, de 0,9 mm de diâmetro) e elas estão fisicamente unidas aos elementos de tração do cabo. Enquanto isso, nos cabos loose tube, as fibras possuem somente o revestimento primário (o acrilato, de 0,25 mm de diâmetro), não estando fisicamente unidas aos elementos de tração do cabo.

Nos cabos loose tube, as fibras ficam soltas dentro de tubinhos, ou subunidades, que compõem a estrutura do cabo. Por estarem fisicamente isoladas do restante do cabo, sofrem menos as interferências mecânicas que podem ocorrer (como esmagamentos e torções no cabo), além de resistirem melhor às variações térmicas, já que podem contrair e expandir de maneira independente do cabo.

Por outro lado, cabos tight buffer costumam ser mais maleáveis e fáceis de instalar, sendo os preferidos para aplicações internas aos edifícios.

Existem pelo menos três tipos de construções comuns de cabos loose tube: tubo único, tubos encordoados e com ranhuras.

Para saber mais sobre as demais características construtivas dos cabos de fibra óptica utilizados em redes locais e campus, conheça o recém-lançado curso rápido online SCE321, que também inclui informações sobre ambientes de instalação, classificações anti-chama, elementos construtivos, propriedades mecânicas, identificação das fibras e nomenclatura nacional.

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Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS
Clarity Treinamentos
marcelo@claritytreinamentos.com.br

Cabos ópticos COR x COP. Qual usar?

Primeiramente, você sabia que os cabos ópticos de uso interno devem ser classificados quanto ao seu comportamento frente à chama conforme a norma NBR 14705? E que essa norma estabelece quatro classificações para cabos ópticos? A saber: COG, COR, COP e LSZH.

Agora sim: qual a diferença, então, entre COR e COP?

COR significa “cabo óptico riser“, e cabos dessa classificação “são indicados para aplicação vertical em poço de elevação (shaft), em instalações nas quais os cabos ultrapassem mais de um andar, em locais sem fluxo de ar forçado, em tubulações com pouca ocupação ou em locais com condições de propagação de fogo similares à estas.”

Já COP significa “cabo óptico plenum“, sendo “indicados para aplicação horizontal, em locais confinados (entre pisos, forros, calhas, etc.) com ou sem fluxo de ar forçado ou em locais com condições de propagação de fogo similares a estas.”

Em resumo, o COR é utilizado em shafts, nas instalações verticais, enquanto o COP deve ser utilizado em espaços confinados (usualmente pisos elevados e forros suspensos), principalmente quando há fluxo de ar forçado (por exemplo, fornecimento ou retorno de ar condicionado não dutado).

E por que o COP deve ser usado quando há fluxo de ar forçado em ambientes confinados? Porque é composto por materiais que produzem muito pouca fumaça em um eventual incêndio, evitando o bloqueio da visão das pessoas em rota de fuga e minimizando sua intoxicação. Como estão em ambientes plenum com ar forçado, se produzissem muita fumaça ao pegarem fogo, essa fumaça seria bombeada para o ambiente, onde ela seria espalhada muito rapidamente.

Em breve, lançaremos um curso rápido explicando as características construtivas dos cabos de fibra óptica utilizados em redes locais e campus, o SCE321, incluindo essas classificações anti-chama, bem como outras. Aguarde!

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Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS
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Testes em fibra óptica

É possível um enlace óptico testado em tier 1 (com um OLTS, conhecido popularmente apenas como “teste de power meter”) ser “aceito” pelas normas e, ao ser testado em tier 2 (com um OTDR), ser “reprovado” pelas mesmas normas?

Sim, é possível! Enquanto o teste tier 1 calcula (e compara com as normas) a perda total do enlace, o teste tier 2 mede (e também compara com as normas) as perdas individuais dos componentes do enlace óptico.

Exemplo: se um conector óptico apresentar perda 0,1 dB acima do limite da norma, mas outro conector do mesmo enlace apresentar perda 0,1 dB abaixo do limite, a perda total ainda estará dentro da norma, passando no teste tier 1. Mas, em um teste tier 2, o primeiro conector seria reprovado, enquanto o segundo seria aprovado. O resultado final do teste tier 2 será “reprovado”.

E se isso acontecer, o que devemos fazer? Em qual resultado confiar? Ambos resultados estão corretos, apenas mostram aspectos diferentes do mesmo enlace. Se tudo o que queremos é saber se a perda total está dentro das especificações do fabricante do cabeamento (para a garantia estendida) ou das aplicações que desejo usar, então o resultado tier 1 é o suficiente. Mas se queremos saber se o serviço de instalação do cabeamento foi executado com precisão, então devemos observar o teste tier 2 e pedir que o instalador melhore os itens fora dos limites.

Outra possibilidade de um teste tier 2 falhar (enquanto o tier 1 passa) é a ocorrência de excesso de “refletância” nos conectores, pois esse parâmetro não é medido no tier 1, e pode ser crítico para algumas aplicações.

Para saber mais sobre os testes ópticos tier 1 e tier 2, não perca a próxima turma do curso oficial Fluke CCTT Versiv, de 10 a 12 de julho.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS
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Sala de Telecomunicações vs. Sala de Equipamentos

Quem projeta e instala sistemas de cabeamento estruturado está familiarizado com as famosas “salas de racks”, locais onde diversos racks abrigam sistemas de cabeamento e equipamentos de TI, como switches e servidores. Mas nem todos sabem diferenciar essas salas entre si, pois elas não são todas iguais, nem têm a mesma finalidade. Neste artigo, vamos falar sobre duas das principais “salas de rack”: a sala de telecomunicações e a sala de equipamentos.

Em princípio, ambas são utilizadas para a terminação dos sistemas de cabeamento estruturado, mas as semelhanças acabam por aqui. A Sala de Telecomunicações, ou TR (do inglês “telecommunications room“), tem a finalidade de atender somente aos usuários do pavimento onde se localiza. Isso significa abrigar as terminações dos cabos horizontais (aqueles que atendem aos equipamentos dos usuários, nas áreas de trabalho) e os switches de rede que os alimentam.

Já, a Sala de Equipamentos, ou ER (do inglês “equipment room“), deve atender a todos os usuários da edificação ou do complexo de edifícios. Portanto, usualmente abriga as terminações dos cabos de backbone (sistema de cabos que interliga as TRs e a sala de entrada de telecomunicações) e os equipamentos centrais da rede, como servidores, switches core, storage etc.  A ER é similar a um data center. É comum existir apenas uma ER em uma instalação, enquanto as TRs são espalhadas pelos diversos pavimentos das edificações.

Outra diferença entre TR e ER é a natureza, tamanho, complexidade e importância dos equipamentos instalados em cada uma. Como a TR atende apenas um pavimento, seus equipamentos tendem a ser menores e mais simples do que aqueles localizados na ER.

As normas nacionais NBR 14565 e NBR 16415 possuem uma série de recomendações com relação ao espaço ocupado por TRs e ERs, como tamanho sugerido, condições ambientais (temperatura e umidade), alimentação elétrica, localização e segurança.

Para saber mais sobre esses espaços de telecomunicações, bem como outros aspectos fundamentais do cabeamento estruturado, conheça o curso SCE100, nas versões Presencial (próxima turma: 19-20/jun/2017) e Online.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS
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