Confinamento de Corredores em Data Centers: Uma Análise Um Pouco Mais Detalhada

O confinamento de corredores em data centers é uma estratégia que tem ganhado popularidade devido à sua capacidade de melhorar a eficiência dos sistemas de refrigeração. Este artigo explora o conceito de confinamento de corredores, seus benefícios, desafios e diferentes abordagens. Para uma introdução ao confinamento de corredores, leia meu artigo anterior sobre o assunto.

O que é Confinamento de Corredores?

O confinamento de corredores é a separação do ar frio de fornecimento do ar quente de exaustão dos equipamentos de TI. Isso permite uma temperatura de fornecimento uniforme e estável para a entrada dos equipamentos de TI e um retorno de ar mais quente e seco para a infraestrutura de refrigeração. Essa estratégia pode reduzir os custos operacionais, otimizar a eficácia do uso de energia e aumentar a capacidade de refrigeração.

Benefícios do Confinamento de Corredores

O confinamento de corredores pode proporcionar uma série de benefícios, incluindo a redução do consumo de energia, aumento da capacidade de refrigeração, estabilização da temperatura de fornecimento para a entrada de TI, disponibilização de mais capacidade de energia para equipamentos de TI, aumento do tempo de atividade e prolongamento do ciclo de vida dos ativos de TI.

Tipos de Confinamento de Corredores

Existem principalmente dois tipos de confinamento de corredores em data centers: confinamento de corredor quente e confinamento de corredor frio.

Confinamento de Corredor Quente

O confinamento de corredor quente envolve o fechamento do corredor quente, permitindo que o ar frio inunde o restante do espaço do data center. Isso pode ser alcançado através de estratégias como piso elevado, dutos suspensos ou simplesmente inundando o data center com ar frio. Uma vantagem única do confinamento de corredor quente é sua capacidade de oferecer um acúmulo térmico, permitindo que o data center mantenha a estabilidade durante curtos períodos de falhas no sistema de refrigeração.

Confinamento de Corredor Frio

No confinamento de corredor frio, o ar frio é confinado no corredor, permitindo que o restante do data center se torne um grande plenum de retorno de ar quente. Esse confinamento envolve uma barreira física que permite que o ar de fornecimento flua para dentro do corredor frio.

Tipos de Abordagens

Existem várias abordagens para o confinamento de corredores em data centers, além do confinamento de corredor quente e frio. Seguem alguns exemplos:

  1. Sistema de Cortina/Contenção Suave: Este sistema usa cortinas de plástico flexíveis para separar o ar quente do ar frio. É uma solução de baixo custo e fácil de instalar, mas pode não ser tão eficaz quanto outras abordagens.
  2. Sistemas Modulares: Estes são sistemas de contenção pré-fabricados que podem ser facilmente instalados em um data center existente. Eles são mais caros do que os sistemas de cortina, mas oferecem melhor controle sobre o fluxo de ar.
  3. Painéis de Contenção: Estes são painéis rígidos que são instalados no final dos corredores para conter o ar. Eles são mais eficazes do que as cortinas, mas também são mais caros e podem ser mais difíceis de instalar.
  4. Sistemas de Teto de Contenção: Estes são sistemas que usam um teto falso para conter o ar. Eles são muito eficazes, mas também são os mais caros e podem exigir modificações significativas no data center.
Sistema de cortina

Desafios do Confinamento de Corredores

Embora o confinamento de corredores ofereça vários benefícios, também apresenta alguns desafios. Por exemplo, o confinamento de corredor quente geralmente é mais caro, pois requer um caminho contido para o fluxo de ar do corredor quente até as unidades de refrigeração. Além disso, o confinamento de corredor quente normalmente se junta ao teto onde a supressão de incêndio é instalada, o que pode afetar a operação normal de um sistema de supressão de incêndio de grade padrão se o espaço não for bem projetado.

O confinamento de corredor frio tem se tornado cada vez mais popular e eficaz como solução de resfriamento para data centers. Isso ocorre porque o confinamento de corredor frio é frequentemente usado em ambientes onde o ar frio é gerado fora da área de contenção e trazido por meio de um piso elevado. A maioria dos data centers existentes emprega esse tipo de sistema de resfriamento, que pode ser adaptado para o confinamento de corredor frio com impacto mínimo nas operações.

No entanto, a escolha do tipo de confinamento mais adequado pode variar dependendo das necessidades específicas de cada data center. Portanto, não há uma abordagem única que seja a mais eficaz para todos os data centers. É recomendável consultar um especialista em data center para determinar a melhor abordagem para um data center específico.

Conclusão

O confinamento de corredores em data centers é uma estratégia eficaz para otimizar as operações do data center, reduzindo a mistura de ar frio e quente. Ele oferece vários benefícios, incluindo redução do consumo de energia, aumento da capacidade de resfriamento e prolongamento do ciclo de vida dos ativos de TI. No entanto, também apresenta desafios que devem ser considerados. Com as crescentes demandas de energia e a necessidade de reduzir o impacto ambiental, o confinamento de corredores se tornará cada vez mais importante na gestão de data centers.

Refrigeração Líquida em Data Centers

A refrigeração líquida está se tornando cada vez mais relevante no cenário de data centers devido ao aumento da densidade de energia e à necessidade de soluções de resfriamento mais eficientes. Neste artigo expomos alguns pontos chaves sobre a refrigeração líquida em data centers.

Aumento da Densidade de Energia

Com o rápido crescimento da inteligência artificial (IA) e do aprendizado de máquina, a densidade de energia nos data centers está aumentando Unidades de processamento gráfico (GPUs), que são comumente usadas para acelerar essas aplicações, são extremamente poderosas e geram muito calor. Isso está levando a um aumento na demanda por soluções de refrigeração mais eficientes.

Refrigeração Líquida X Refrigeração a Ar

Tradicionalmente, a refrigeração a ar tem sido a principal forma de resfriamento em data centers. No entanto, à medida em que a densidade de energia aumenta, a refrigeração a ar está se tornando menos eficiente. A refrigeração líquida, por outro lado, é capaz de absorver e transportar calor mais eficientemente do que o ar.

A refrigeração líquida é geralmente mais eficiente do que a refrigeração a ar em termos de eficiência energética. Isso se deve a várias razões, tais como:

Menor resistência térmica: A água tem uma resistência térmica muito menor do que o ar, o que significa que ela pode absorver e transportar calor mais eficientemente.

Maior densidade de energia: A refrigeração líquida pode suportar uma maior densidade de energia, o que é particularmente útil para aplicações de alto desempenho, como IA e aprendizado de máquina.

Exemplo de refrigeração líquida disponível no Brasil – visite o site do representante da solução

Inovações na Refrigeração Líquida

Várias empresas estão inovando no espaço de refrigeração líquida. Por exemplo, a CoolIT Systems garantiu novos fundos para expandir sua capacidade de produção de equipamentos de refrigeração líquida. Além disso, a Lenovo está investindo no desenvolvimento de vários designs de refrigeração líquida, esperando que mais clientes os utilizem.

Grandes empresas como Google e Lenovo já estão adotando a refrigeração líquida em seus data centers. O Google introduziu a refrigeração líquida em seus data centers para resfriar seus mais recentes processadores que sustentam as capacidades de IA. A Lenovo também está mirando novos designs de refrigeração líquida em data centers convencionais.

Custos da Refrigeração Líquida

A refrigeração líquida pode representar um custo inicial mais alto em comparação com a refrigeração a ar devido à complexidade do sistema e à necessidade de componentes adicionais. No entanto, a longo prazo, a refrigeração líquida pode ser mais econômica.

De acordo com a ASHRAE, a refrigeração líquida em data centers pode melhorar o custo total de propriedade por meio de maior densidade, maior uso de resfriamento gratuito e melhor desempenho por watt. Isso significa que, embora o custo inicial possa ser maior, a eficiência energética melhorada e a capacidade de suportar cargas de trabalho de maior densidade podem resultar em economias significativas ao longo do tempo.

Além disso, estima-se que aproximadamente 40% da energia consumida em um centro de dados seja destinada aos sistemas de refrigeração. Portanto, qualquer melhoria na eficiência da refrigeração pode ter um impacto significativo nos custos operacionais de um data center.

No entanto, o custo exato pode variar dependendo de vários fatores, incluindo o design específico do data center, a localização geográfica, os preços locais de energia e a eficiência do equipamento de refrigeração. Portanto, é importante realizar uma análise de custo-benefício detalhada antes de decidir entre a refrigeração a ar e a refrigeração líquida.

Vantagens e Desvantagens da Refrigeração Líquida

Vantagens:

  • Maior eficiência energética: A refrigeração líquida é capaz de absorver e transportar calor mais eficientemente do que o ar, o que pode resultar em economias significativas de energia a longo prazo.
  • Capacidade de suportar maior densidade de energia: A refrigeração líquida é capaz de suportar cargas de trabalho de maior densidade, como aquelas que envolvem o uso intensivo de GPUs.

Desvantagens:

  • Custo inicial mais alto: A refrigeração líquida pode ter um custo inicial mais alto devido à complexidade do sistema e à necessidade de componentes adicionais.
  • Necessidade de equipamentos específicos: Para que a refrigeração líquida seja eficaz, é necessário que os dispositivos de TI sejam compatíveis com essa tecnologia.

É importante notar que a escolha entre refrigeração a ar e refrigeração líquida depende de vários fatores, incluindo o design específico do data center, a localização geográfica, os preços locais de energia e a eficiência do equipamento de refrigeração. Portanto, é recomendável realizar uma análise de custo-benefício detalhada antes de decidir entre essas duas opções.


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O Futuro da Refrigeração Líquida

A refrigeração líquida está preparada para se tornar mais comum em data centers no futuro. Com o aumento da densidade de energia e a necessidade de soluções de resfriamento mais eficientes, a refrigeração líquida provavelmente se tornará uma parte integral dos data centers.

Em resumo, a refrigeração líquida está se tornando uma parte cada vez mais importante do cenário de data centers. Com o aumento da densidade de energia e a necessidade de soluções de resfriamento mais eficientes, é provável que vejamos um aumento na adoção da refrigeração líquida nos próximos anos. A previsão é que o mercado de refrigeração líquida alcance os US$ 8 bilhões até 2028, crescendo a um ritmo de mais de 24% ao ano.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, ATS, DCS Design, Assessor CEEDA
Clarity Treinamentos
marcelo@claritytreinamentos.com.br

Sobre o autor
Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro das comissões de estudos sobre cabeamento estruturado e de infraestrutura de data centers da ABNT, certificado pela BICSI (RCDD e DCDC), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCD Academy, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.

Normas Para Cabeamento Estruturado

Este artigo tem o objetivo de relacionar todas as normas diretamente relacionadas ao mundo do Cabeamento Estruturado. Aqui estão relacionadas normas de cabeamento estruturado nacionais (ABNT), internacionais (ISO) e norte-americanas. Estas listas são periodicamente revisadas, mas se você constatar que tem alguma norma desatualizada, por favor envie um e-mail para o autor para que ele possa atualizar esta lista (marcelo@claritytreinamentos.com.br)

Normas brasileiras

  • ABNT NBR 14565:2019 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais (baseada na ISO/IEC 11801-1)
  • ABNT NBR 14703:2012 – Cabos de telemática de 100 Ω para redes internas estruturadas – Especificação
  • ABNT NBR 14705:2010 – Cabos internos para telecomunicações – Classificação quanto ao comportamento frente à chama
  • ABNT NBR 16264:2016 – Cabeamento estruturado residencial (baseada na ISO/IEC 15018)
  • ABNT NBR 16415:2021 – Caminhos e espaços para cabeamento estruturado (baseada na ISO/IEC 14763-2 e ISO/IEC 18010)
  • ABNT NBR 16521:2016 – Cabeamento estruturado industrial (baseada na ISO/IEC 24702)
  • ABNT NBR 16665:2019 – Cabeamento estruturado para data centers (baseada na ISO/IEC 11801-5)
  • ABNT NBR 16869-1:2020 – Cabeamento estruturado – Parte 1: Requisitos para planejamento (baseada na ISO/IEC 14763-2)
  • ABNT NBR 16869-2:2021 – Cabeamento estruturado – Parte 2: Ensaio do cabeamento óptico (baseada na ISO/IEC 14763-3) | ver artigo sobre seu lançamento
  • ABNT NBR 16869-3:2022 – Cabeamento estruturado – Parte 3: Configurações e ensaios de enlaces ponto a ponto, enlaces terminados com plugues modulares e cabeamento de conexão direta (baseada na ISO/IEC 11801-3, ISO/IEC TR 11801 partes 9902, 9903, 9907 e 9910, ISO/IEC 14763-4)
  • ABNT NBR 16869-4:2023 – Cabeamento estruturado – Parte 4: Sistema automatizado de gerenciamento da infraestrutura de telecomunicações, redes e TI (baseada na ISO/IEC 18598)
  • ABNT NBR 16869-5 – Cabeamento estruturado – Parte 5: (esta parte será sobre especificação e ensaios em redes ópticas passivas locais; ela ainda está sendo desenvolvida; expectativa de publicação para 2024)
  • ABNT NBR 17040:2022 – Equipotencialização da infraestrutura de cabeamento para telecomunicações e cabeamento estruturado em edifícios e outras estruturas (baseada na ISO/IEC 30129)



Livro recomendado:
Cabeamento Estruturado, por Dr. Paulo Marin.


Normas internacionais

  • ISO/IEC 11801 – Information technology – Generic cabling for customer premises
    • ISO/IEC 11801-1:2017 – General requirements
    • ISO/IEC 11801-2:2017 – Office premises
    • ISO/IEC 11801-3:2017 – Industrial premises (substituiu a ISO/IEC 24702)
    • ISO/IEC 11801-4:2017 – Single-tenant homes (substituiu a ISO/IEC 15018)
    • ISO/IEC 11801-5:2017 – Data centres (substituiu a ISO/IEC 24764)
    • ISO/IEC 11801-6:2017 – Distributed building services (incorpora a ISO/IEC TR 24704)
    • ISO/IEC TR 11801-9902:2017 – Specifications for End-to-end link configurations
    • ISO/IEC TR 11801-9907:2019 – Specifications for direct attach cabling
    • ISO/IEC TR 11801-9910:2020 – Specifications for modular plug terminated link cabling
  • ISO/IEC 14763 – Information technology – Implementation and operation of customer premises cabling
    • ISO/IEC 14763-2:2019 – Planning and installation (substitui a ISO/IEC 18010 e a ISO/IEC 14763-1)
    • ISO/IEC 14763-3:2014 – Testing of optical fibre cabling
    • ISO/IEC 14763-4:2021 – Measurement of end-to-end (E2E)-Links
  • ISO/IEC 18598:2016 – Information technology – Automated infrastructure management (AIM) systems – Requirements, data exchange and applications
  • ISO/IEC 30129:2015 – Information technology – Telecommunications bonding networks for buildings and other structures


Normas norte-americanas

  • ANSI/TIA-568 (ver artigo sobre lançamento da revisão D da 568)
    • ANSI/TIA-568.0-D – Generic Telecommunications Cabling for Customer Premises
    • ANSI/TIA-568.1-D – Commercial Building Telecommunications Infrastructure Standard
    • ANSI/TIA-568.2-D – Balanced Twisted-Pair Telecommunications Cabling And Components Standard
    • ANSI/TIA-568.3-D – Optical Fiber Cabling And Components Standard
    • ANSI/TIA-568.4-D – Broadband Coaxial Cabling And Components Standard
    • A ser desenvolvida: ANSI/TIA-568.5 – Single Balanced Twisted-Pair Cabling and Components Standard
  • ANSI/TIA-569-E – Telecommunications Pathways and Spaces
  • ANSI/TIA-570-C – Residential Telecommunications Infrastructure Standard
  • ANSI/TIA-606-C – Administration Standard for Telecommunications Infrastructure
  • ANSI/TIA-607-C – Generic Telecommunications Bonding and Grounding for Customer Premises
  • ANSI/TIA-758-B – Customer-Owned Outside Plant Telecommunications Infrastructure Standard
  • ANSI/TIA-862-B – Structured Cabling Infrastructure Standard for Intelligent Building Systems
  • ANSI/TIA-942-B – Telecommunications Infrastructure Standard for Data Centers
  • ANSI/TIA-1005-A – Telecommunications Infrastructure Standard for Industrial Premises
  • ANSI/TIA-1152-A – Requirements for Field Test Instruments and Measurements for Balanced Twisted-Pair Cabling
  • ANSI/TIA-1179-A – Healthcare Facility Telecommunications Infrastructure Standard
  • ANSI/TIA-4966 – Telecommunications Infrastructure Standard for Educational Facilities


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Para saber mais sobre algumas das normas relacionadas acima, assista os vídeos a seguir.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, ATS, DCS Design, Assessor CEEDA
Clarity Treinamentos
marcelo@claritytreinamentos.com.br

Sobre o autor
Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro da BICSI e das comissões de estudos sobre cabeamento estruturado e de infraestrutura de data centers da ABNT, certificado pela BICSI (RCDD e DCDC), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCProfessional, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.

Conectorização em cabos de par trançado

A “conectorização”, procedimento também conhecido como “terminação” ou “crimpagem”, é o processo de conexão da extremidade um cabo de par trançado a um hardware de conexão. E o hardware de conexão é, por sua vez, um “componente ou combinação de componentes usados para conectar cabos ou elementos do cabo”, conforme a norma NBR 14565, ou seja, é um patch panel, tomada (conector fêmea – jack) ou plugue (conector macho).

Exemplos de hardware de conexão:

Plugue RJ45
Tomada RJ45
Patch Panel RJ45

Em outras palavras, conectorização é o ato de montarmos o cabo UTP (ou cabo blindado) em uma tomada ou plugue RJ45, ou em um patch panel com portas RJ45. Quando não é em conectores do tipo RJ45, é em blocos (ex.: tipo 110) ou em conectores específicos para as categorias 7, 7A ou 8.2 (ex.: Tera e GG-45).

Bloco Tipo 110
Conectores Tera e GG-45

Tecnicamente, o termo correto para o conector RJ45 é “conector modular de oito posições e oito contatos”, ou simplesmente 8P8C. O termo RJ45, onde RJ significa registered jack – tomada registrada, é um tipo de conector padronizado nos EUA para a conexão de redes telefônicas. O conector RJ45 atual (8P8C) para cabeamento estruturado foi baseado nessa tomada padrão.

A conectorização UTP sempre é realizada com algumas ferramentas, como decapadores de cabos, alicates de corte, ferramentas de impacto (punch down), alicates de “crimpe” ou outros tipos de ferramenta para o auxílio na conexão dos fios. As ferramentas exatas devem ser determinadas pelo fabricante do hardware de conexão. Portanto, é sempre necessário obtermos o manual de instalação do produto do fabricante correspondente.

Porém, antes de qualquer conectorização, temos que determinar qual a configuração de terminação (também conhecido como “pinagem”) que usaremos nas tomadas e plugues. A NBR 14565 reconhece duas configurações (T568A e T568B) para as categorias 5e, 6, 6A e 8.1, e mais duas configurações específicas para as categorias 7, 7A e 8.2 (conforme o tipo de conector utilizado, similares ao Tera ou ao GG-45). Qualquer que seja a configuração escolhida, ela deve ser mantida em toda a instalação.

Cometer um erro na manutenção da configuração de terminação em um enlace pode ocasionar erros de transmissão de rede, dependendo do padrão utilizado.

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Veja este vídeo que fiz sobre um caso real de lentidão na rede ocasionado por erro de pinagem:

Também é essencial conhecermos o código de cores utilizado nos cabos de par trançado de quatro pares:

Número do parCorT568AT568B
1Branco e azul
Azul
5
4
5
4
2Branco e laranja
Laranja
3
6
1
2
3Branco e verde
Verde
1
2
3
6
4Branco e marrom
Marrom
7
8
7
8
Código de cores das pinagens T568A e T568B

Se algum equipamento requerer uma conexão “crossover” (ou outra qualquer), deve-se realizar a troca de posição dos condutores nos patch cords, e não no enlace permanente.

Cuidado na escolha do hardware de conexão correto para o tipo de cabo de par trançado utilizado. Além de verificar se a categoria do conector é a mesma do cabo, verificar a necessidade por blindagem e se o conector é próprio para condutores sólidos (presentes nos cabos “permanentes” ou “horizontais”) ou flexíveis (presentes nos patch cords).

A preparação para a conectorização inclui a decapagem do cabo de par trançado. A quantidade de cabo a ser decapado depende das instruções específicas do fabricante da solução de cabeamento, mas deve sempre permitir um comprimento mínimo de exposição dos pares. Pares muito expostos (entre o término da capa e a entrada do conector) permitem que eles se dobrem ou tenham seu trançamento alterado, afetando o desempenho do canal.

Neste vídeo, mostro como decapar um cabo U/UTP Cat.6A:

Especial atenção deve ser dada às soluções blindadas. Cabos blindados devem sempre ser conectorizados a hardware de conexão blindado, e o processo de decapagem de um cabo blindado deve permitir a exposição de sua blindagem de forma a permitir seu correto contato com a blindagem do conector.

Após a inserção dos pares nos locais apropriados para terminação, deve-se destrançá-los o mínimo possível, e nunca mais do que 13 mm (para as categorias 5e e superiores), conforme a NBR 14565. Usualmente, quanto maior a categoria da solução, menor o destrançamento permitido. O ponto correto de inserção dos pares no conector, seu encaminhamento por dentro dele, e a forma correta de seu destrançamento devem ser dados pelo fabricante desse conector.

Exemplo de montagem de uma tomada categoria 6 do fabricante Panduit:

Exemplo de montagem de uma tomada categoria 6 do fabricante CommScope:

A tomada apresentada acima (SYSTIMAX MGS400), da Categoria 6 (branca), pode ser adquirida neste link: https://afl.b2w.io/aQ71

Independentemente do modelo de conector utilizado, a conexão dos condutores do cabo ao hardware de conexão deve seguir a técnica IDC (Conexão por deslocamento do isolante – Insulation Displacement Connection). Nessa técnica, os condutores não devem ser previamente decapados, o que, além de consumir tempo, permite a exposição do cobre à oxidação, causando problemas de contato no futuro. A técnica IDC faz com que os condutores sejam “empurrados” (com o auxílio de alguma ferramenta) por uma ranhura metálica, que cortará o isolamento e fará o contato elétrico, sem deixar o cobre exposto. Cuidado, pois os contatos IDC para condutores sólidos são diferentes daqueles para condutores flexíveis, como já ressaltado. Diagrama de uma conexão IDC:

A ferramenta correta a ser utilizada para a conexão final dos condutores no hardware de conexão também deve ser informada por seu fabricante. Se for uma ferramenta de impacto (punch down), deve-se consultar com o fabricante do conector qual a força de impacto e ponteira corretos para o modelo de conector utilizado. Abaixo, exemplo de uma ferramenta de impacto com ponteira para conexão IDC tipo 110 e, logo em seguida, vídeo sobre essa ferramenta:

O punch down da Fluke (modelo D914S, com garantia lifetime) pode ser adquirido como parte do kit IS50, neste link: https://afl.b2w.io/aQ83

Geralmente, será necessária a instalação de algum acessório para acabamento do hardware de conexão, como uma tampa de proteção, moldura, trava ou ícone de identificação.

Exemplo de montagem de um patch panel categoria 6 do fabricante Nexans:

O patch panel Categoria 5e da Nexans pode ser adquirido aqui: https://afl.b2w.io/aQ7M

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Pratique as técnicas mostradas aqui, ou realize uma instalação de cabeamento em uma residência ou pequeno escritório, adquirindo nos links abaixo os principais materiais de categoria 5e:

Não recomendo a crimpagem do plugue RJ45 (macho) em campo para categorias superiores à 5e, mas se precisar, utilize algum alicate bem avaliado, como este aqui: https://amzn.to/3hybyIC. Prefira comprar os patch cords já montados e testados em fábrica.

Depois de montar o rack, uma boa ideia é organizar os feixes de cabos, usualmente de 12 em 12 ou de 24 em 24. Os feixes podem ser amarrados com abraçadeiras, desde que não esmaguem a capa externa dos cabos. Após instalada, a abraçadeira tem que poder deslizar pelo feixe somente com o uso da mão, sem ferramentas. Se ela não se mover facilmente, estará muito apertada. O uso de fitas tipo “velcro” é bem comum para essa finalidade, como essa aqui: https://amzn.to/2THqKet.

Feixes de cabos com velcros

Após a conectorização dos enlaces de uma instalação, é necessário realizar testes para se ter a certeza de que o processo foi feito corretamente, sem prejuízo no desempenho da rede. Equipamentos específicos são utilizados nessa fase, que podem realizar desde simples testes de continuidade elétrica nos pares até testes completos nos parâmetros de transmissão, podendo emitir relatórios de certificação, com a comparação dos resultados a normas selecionadas. Conheça meu curso sobre certificação de cabeamento e o artigo sobre a interpretação do cabeçalho de um relatório de certificação UTP.

Conheça este equipamento da Fluke que realiza testes de certificação em cabos de par trançado e fibra óptica:

Observar o formato externo de tomadas que serão instaladas em espelhos, mobiliário e caixas de piso. Embora as dimensões internas de uma tomada RJ45 fêmea sejam padronizadas, suas dimensões externas não o são. Consultar o fabricante sobre a compatibilidade de encaixe de sua tomada com demais produtos que serão utilizados como suporte. Muitas vezes será necessária a aquisição de suportes ou adaptadores específicos.

Existe o padrão de facto de tomada do tipo “keystone”, e vários fabricantes possuem tomadas compatíveis com esse padrão externo de encaixe. Outros formatos são proprietários, exigindo suportes fornecidos pelo próprio fabricante da tomada.

E como última orientação, ao instalar tomadas RJ45 em espelhos de parede, deve-se posicioná-las de forma que o patch cord se encaixe com sua trava voltada para baixo.

Exemplo de montagem de um plugue RJ45 categoria 6A do fabricante Panduit:

Exemplo de montagem de uma tomada RJ45 categoria 6A do fabricante Panduit:

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Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, ATS, DCS Design, Assessor CEEDA
Clarity Treinamentos
marcelo@claritytreinamentos.com.br

Sobre o autor
Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro da BICSI e da comissão de estudos sobre cabeamento estruturado da ABNT/COBEI, certificado pela BICSI (RCDD e DCDC), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCProfessional, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.

Canal de cabeamento estruturado no YouTube

A partir deste mês iniciamos a publicação periódica de vídeos curtos tratando de temas variados relacionados ao Cabeamento Estruturado

Este é o endereço do playlist dos vídeos já publicados sobre cabeamento estruturado no canal: Cabeamento Estruturado by Marcelo Barboza

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Outras playlists que você pode gostar:

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Assista já ao primeiro vídeo publicado no canal

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Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro da BICSI e da comissão de estudos sobre cabeamento estruturado da ABNT/COBEI, certificado pela BICSI (RCDD, DCDC e NTS), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCProfessional, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.

Artigos sobre cabeamento estruturado em “O Setor Elétrico”

Aqui estão links para dois artigos sobre cabeamento estruturado que foram publicados na conceituada revista “O Setor Elétrico”.

Normas para cabeamento estruturado, artigo publicado na Edição 110, de Março de 2015.

Cabeamento estruturado, artigo publicado na Edição 102, de Julho de 2014.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS, DCS Design
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Sala de Telecomunicações vs. Sala de Equipamentos

Quem projeta e instala sistemas de cabeamento estruturado está familiarizado com as famosas “salas de racks”, locais onde diversos racks abrigam sistemas de cabeamento e equipamentos de TI, como switches e servidores. Mas nem todos sabem diferenciar essas salas entre si, pois elas não são todas iguais, nem têm a mesma finalidade. Neste artigo, vamos falar sobre duas das principais “salas de rack”: a sala de telecomunicações e a sala de equipamentos.

Em princípio, ambas são utilizadas para a terminação dos sistemas de cabeamento estruturado, mas as semelhanças acabam por aqui. A Sala de Telecomunicações, ou TR (do inglês “telecommunications room“), tem a finalidade de atender somente aos usuários do pavimento onde se localiza. Isso significa abrigar as terminações dos cabos horizontais (aqueles que atendem aos equipamentos dos usuários, nas áreas de trabalho) e os switches de rede que os alimentam.

Já, a Sala de Equipamentos, ou ER (do inglês “equipment room“), deve atender a todos os usuários da edificação ou do complexo de edifícios. Portanto, usualmente abriga as terminações dos cabos de backbone (sistema de cabos que interliga as TRs e a sala de entrada de telecomunicações) e os equipamentos centrais da rede, como servidores, switches core, storage etc.  A ER é similar a um data center. É comum existir apenas uma ER em uma instalação, enquanto as TRs são espalhadas pelos diversos pavimentos das edificações.

Outra diferença entre TR e ER é a natureza, tamanho, complexidade e importância dos equipamentos instalados em cada uma. Como a TR atende apenas um pavimento, seus equipamentos tendem a ser menores e mais simples do que aqueles localizados na ER.

As normas nacionais NBR 14565 e NBR 16415 possuem uma série de recomendações com relação ao espaço ocupado por TRs e ERs, como tamanho sugerido, condições ambientais (temperatura e umidade), alimentação elétrica, localização e segurança.

Espaços de telecomunicações para cabeamento estruturado

Para saber mais sobre esses espaços de telecomunicações, bem como outros aspectos fundamentais do cabeamento estruturado, conheça o curso SCE100, nas versões Presencial e Online.

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Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS, DCS Design, Assessor CEEDA
Clarity Treinamentos
marcelo@claritytreinamentos.com.br

Sobre o autor
Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro da BICSI e da comissão de estudos sobre cabeamento estruturado da ABNT/COBEI, certificado pela BICSI (RCDD, DCDC e NTS), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCProfessional, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.

Padrões Ethernet sobre o cabeamento estruturado

Em Maio/2017 lançamos o curso online “SCE381 – Padrões Ethernet sobre cabeamento estruturado” na plataforma Oráculo EAD. Nesse curso você aprende os principais tipos de padrões Ethernet aptos a trafegarem sobre links de par trançado e fibra óptica, como o 1000BASE-T, 10GBASE-SR e 40GBASE-ER4, apenas para citar alguns.

No total, são explicados 28 padrões Ethernet e seus requisitos mínimos de cabeamento, como categoria mínima de cabo, quantidade de pares ou fibras, velocidade por via, conectores utilizados e distâncias máximas suportadas.

São oito vídeo aulas, em um total de 60 minutos de apresentação, mais um material extra para baixar, como referência. Se o aluno for bem na prova final, receberá um certificado de conclusão do curso, da Clarity Treinamentos e do Oráculo EAD, com assinatura do autor e instrutor do curso, que é este que vos escreve.

Confira aqui o SCE381.

Uma das aulas foi disponibilizada gratuitamente, como teaser.

Até a próxima!

Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, NTS, ATS
Clarity Treinamentos

Norma nacional de cabeamento estruturado

Nem todos sabem, mas há uma norma nacional sobre cabeamento estruturado. É a NBR 14565 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais. Imprescindível para todos profissionais que projetam, instalam ou certificam cabeamento estruturado.

A NBR 14565 especifica sistemas de cabeamento estruturado para uso apenas em edifícios comerciais, seja ele composto por elementos metálicos (par trançado) ou fibra óptica. Existem outras normas que tratam do cabeamento a ser instalado em outros tipos de edificações, como indústrias ou residências, que trataremos em outros posts.

A última versão publicada inclui o cabeamento de data centers, mas a próxima versão, que será lançada ainda este ano, removerá essa parte, que ganhará uma nova norma específica.

O objetivo do cabeamento especificado na norma é suportar uma ampla variedade de serviços, incluindo voz, dados, imagem e automação. Para tanto, especifica itens como: sua estrutura e configuração mínimas, interfaces das tomadas, requisitos de desempenho, distâncias mínimas e máximas de cabos e enlaces, requisitos de conformidade e procedimentos de verificação. Além de recomendações e boas práticas em geral.

Para adquirir a NBR 14565, acesso este link no site da ABNT.

Se quiser conhecer os fundamento do cabeamento estruturado, conforme esta e outras normas nacionais, faça o curso online SCE100. Ao final do curso, você poderá baixar materiais de referência, realizar uma avaliação e, se for bem nessa avaliação, ainda receberá um certificado de conclusão!

Até a próxima!

Marcelo Barboza
Clarity Treinamentos

Taxa de ocupação em caminhos de cabos

Você sabia que há uma norma brasileira que trata dos caminhos (infraestrutura) e espaços (salas técnicas e de áreas de trabalho) para cabeamento estruturado? É a ABNT/NBR 16415 – Caminhos e espaços para cabeamento estruturado, publicada em 2015.

A NBR 16415 é uma norma muito importante para a área de cabeamento estruturado, mas mais ainda para as áreas de arquitetura e engenharia civil. Com base nela, projetistas de edifícios comerciais podem reservar espaços que serão extremamente importantes para a futura implantação do sistema de cabeamento estruturado. Se esses espaços não forem previstos desde a concepção da edificação, os sistemas de TI e comunicações que nele serão instalados poderão ficar limitados, ou onerosas reformas serão necessárias.

Um dos maiores impactos em uma edificação que não segue essa norma é a falta de espaço para a passagem de cabos de rede. “Caminho” é o nome que se dá à infraestrutura que dá suporte à passagem desses cabos. E saber estimar a quantidade de cabos que cabe em cada tipo de caminho é de extrema importância para os projetos de cabeamento. Essa estimativa faz parte do que chamamos de “cálculo da taxa de ocupação”.

Dentre outras coisas, a NBR 16415 estabelece justamente limites para taxas de ocupação. Não levar em conta essas taxas pode fazer com que  dutos ou calhas fiquem sobrecarregados, o que pode danificar os cabos e degradar o sinal de rede.

A Norma estabelece limites para a fase de projeto, para a ocupação inicial, e limites para expansões. Portanto, a taxa de ocupação é um assunto muito importante, tanto para projetistas quanto para instaladores de cabeamento estruturado.

Você pode usar estas calculadoras online gratuitas de ocupação de cabos para lhe auxiliar em seus projetos:
Ocupação em eletrodutos
Ocupação em eletrocalhas

Saiba mais sobre a taxa de ocupação e como realizar seu cálculo fazendo o novo curso SCE341. Ao final do curso, você poderá baixar um material de referência, realizar uma avaliação e, se for bem nessa avaliação, ainda receberá um certificado de conclusão! O vídeo abaixo complementará este artigo:

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Marcelo Barboza, RCDD, DCDC, ATS, DCS Design, Assessor CEEDA
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Sobre o autor
Marcelo Barboza, instrutor da área de cabeamento estruturado desde 2001, formado pelo Mackenzie, possui mais de 30 anos de experiência em TI, membro da BICSI e da comissão de estudos sobre cabeamento estruturado da ABNT/COBEI, certificado pela BICSI (RCDD, DCDC e NTS), Uptime Institute (ATS) e DCPro (Data Center Specialist – Design). Instrutor autorizado para cursos selecionados da DCProfessional, Fluke Networks, Panduit e Clarity Treinamentos. Assessor para o selo de eficiência para data centers – CEEDA.